Tarifa do Elevador Lacerda tem aumento

novembro 5, 2009 por yanpai

O Elevador Lacerda, que permite fácil trânsito entre a parte alta e a parte baixa de Salvador, é uma das principais atrações turísticas e um dos mais conhecidos cartões postais de Salvador (praticamento todo turista toma o Elevador Lacerda). O Lacerda é também, desde 2006, parte do patrimônio cultural tombado brasileiro (ver página do IPHAN).

A Prefeitura de Salvador anunciou que a tarifa do Elevador Lacerda será aumenta dos atuais R$ 0,05 para R$ 0,25, ou seja, um aumento de 400%; o aumento estava previsto para começar a vigorar a partir de 9 de novembro, mas em vista da repercussão do caso, podem ocorrer postergações.

O valor pode parecer baixo para turistas, mas muitos dos mais de 30 mil usuários são moradores humildes de Salvador, que dependem do transporte para se deslocar entre a Cidade Baixa e a Cidade Alta; para eles, o reajuste fará diferença no bolso. O Governo argumenta que há mais de 16 anos que a tarifa não é reajustada, o que tem causado um prejuízo de mais de R$ 2 milhões por mês para manutenção do elevador.

O Elevador Lacerda fica de frente para a Baía de Todos os Santos e oferece belíssima vista panorâmica para o mar e o Mercado Modelo, outro importante local turístico da Bahia.

elevador-lacerda

Projetado pelo engenheiro baiano Antônio Lacerda, da então Companhia de Transportes Urbanos, o elevador começou a ser construído em 1869 e foi inaugurado em 8 de dezembro 1873. Tem 72 metros de altura e duas torres – uma das quais sai da rocha e perfura a Ladeira da Montanha, servindo para equilibrar as cabines. São quatro cabines, sendo que a 1 e a 2 são originais, utilizadas desde a inauguração, e as de número 3 e 4 são da obra de 1930, quando a construção ganhou feições art déco. Cada viagem dura cerca de 30 segundos.

Seu primeiro nome foi Elevador Hidráulico da Conceição, por conta do sistema usado. Depois, passou a se chamar Elevador do Parafuso. Em 1896, passou a ser o Elevador Antonio Lacerda, em homenagem a seu criador. As principais mudanças foram a eletrificação, em 1906, e a ampliação de duas para quatro cabines, em 1930. Na dédada de 80, a estrutura arquitetônica foi revisada. Em 1997, foi feita uma revisão nos equipamentos elétricos e eletrônicos.

Morro de São Paulo

setembro 4, 2009 por yanpai

Com um litoral de cerca de 1000 quilômetros, escolher um destino dentre as praias da Bahia nem sempre é uma tarefa fácil.

Entre os pontos mais badalados está Morro de São Paulo – parte integrante de um encontro de três ilhas – Tinharé, onde está situada a vila de Morro; Boipeba e Cairu. Morro atrai pela diversidade de praias – desde as mais desertas às mais agitadas – com preços de hospedagem variados e uma deliciosa culinária baiana.

Mas estar em Morro de São Paulo é também ter a impressão de que houve uma nova invasão estrangeira nessa parte do Brasil. E é justamente isso – a chegada de turistas que viraram empresários – que faz do lugar também um ponto de encontro de uma variada culinária e cultura mundial.

Morro é dividida em quatro praias principais, que vão ficando cada vez mais desertas à medida que o visitante se afasta das ruas centrais ocupadas por pousadas, lojas, agências de turismo e restaurantes. A primeira e a segunda praias são ocupadas por bares que funcionam durante o dia e abrigam uma agitada noite na ilha.

Ao escolher o local onde vai se hospedar, o turista deve avaliar se quer ficar próximo à badalação e aos restaurantes ou se distanciar de tudo, mas ter um pouco de dificuldade na hora de fazer as refeições – caso queira variar a culinária oferecida pelos hotéis. Caso seja essa a opção, a terceira praia é a melhor escolha de hospedagem. Na vila, não é possível entrar de carro e todo o trajeto do turista é feito andando.

Para os visitantes que não gostam de se limitar aos passeios apontadas pelos mapas turísticos do local, vale a pena prestar atenção em alguns pontos mais discretos da ilha, como a praia de Porto de Cima, uma pequena e charmosa enseada que, com a maré baixa, abriga um dos mais calmos banhos da região. Uma boa dica é curtir o mergulho no local e ficar para aproveitar o pôr do Sol no Bar do Sítio – um aconchegante local com coquetéis, casquinhos de caranguejo e direito a espreguiçadeiras para deixar o tempo passar.

Outra praia que faz a viagem valer a pena é a de Gamboa, uma das mais bonitas da região. É nesta área que alguns turistas aproveitam para tomar o famoso banho de argila – há uma crendice que o gesto limpe as impurezas do corpo. Mas, independente de acreditar no poder desse componente da natureza, o banho em águas claras e calmas do local não fará mal a nenhum visitante.

Mas estar em Morro de São Paulo não é só curtir o turismo de Sol e mar. O local propicia boas caminhadas, que podem ser acompanhadas por guias espalhados pela região, ou mesmo apenas seguindo as dicas dos moradores do local. É lá também que os mais aventureiros podem aproveitar uma tirolesa de 57 metros de altura e 340 de comprimento e “cair” direto na primeira praia (essa atração é similar ao skibunda de Natal, com a diferença de que lá o mergulho é em lagoa).

O turista não terá dificuldade em utilizar cartões de crédito ou de débito. Por menor que seja o restaurante ou ponto de venda, o dinheiro de plástico é sempre utilizado. Mas faça as contas com relação ao dinheiro que você precisará ter em mãos. Em Morro, só existe um caixa do Banco do Brasil e nada mais.

Bahia: culinária e religião juntas

julho 20, 2009 por yanpai

Na cozinha baiana, há iguarias que foram criados para agradar a homens e a divindades:  várias receitas de origem africana surgiram nos terreiros e templos do candomblé, e depois migraram para as mesas. O preparo deve seguir todo um ritual, conhecido por gente que dedica a vida a essa cozinha divina.

Por exemplo, um dos acepipes mais típicos da Bahia, o acarajé, com o habitual recheio de camarões, é um dos pratos prediletos da voluntariosa e exigente Iansã, a Deusa candomblé dos raios, ventos e tempestades. Iansã gosta de comida forte e picante; adora a força e a oleosidade do azeite de dendê. Como Iansã, todos os orixás têm seus pratos prediletos.

Segundo o candomblé, há orixás que preferem se alimentar de carnes vermelhas, caças e aves; outros que preferem peixes e frutos. Alguns gostam de comidas secas, enquanto outros preferem ensopadas.

Na Mostra de Culinária de Terreiro, ele preparou, entre outras coisas, um Ibiri para Nanã. “O ibiri é um primo rico do caruru”, compara Manoel Papai. Além dos quiabos, o prato é guarnecido com amendoins e muitos camarões secos.

O xinxim de porco é o que se oferece a Omolu, divindade da vida e da morte, e pode ser preparado com mais molho ou mais seco. Omolu gosta muito de porco; adiciona-se farinha porque ele gosta de comidas secas. Quando o caldo do cozimento seca, adiciona-se, que fica úmida ainda pelo dendê; a essência está no azeite de dendê.

A propósito, a base dos temperos da cozinha afrobrasileira é composta, essencialmente, de dendê e camarão secos; além desses, os outros únicos temperos utilizados são cebola e cebolinha; o resto é de origem européia.

Vários santos gostam muito de miúdos; qualquer prato feito com miúdos denomina-se assum. Corta-se os miúdos bem picadinhos, tempera-se com cebola e cebolinha, refoga-se com azeite de dendê, joga-se água e põe para cozinhar; no  final, camarão seco. Toda comida de santo leva camarão seco, que é para dar gosto.

Passeio em Salvador

junho 25, 2009 por yanpai

A capital da Bahia é sem dúvida uma das cidades mais belas do Brasil.Abaixo, um resumo dos motivos pelos quais Salvador atrai e cativa tantas pessoas.

Salvador está entre um dos destinos mais procurados por turistas brasileiros e de outros países. O local também é conhecido pela sua miscigenação cultural, pelo sincretismo religioso e pela hospitalidade de seu povo. Lá, o sol parece brilhar mais forte e ofertar a disposição com a qual os baianos ganham as ruas logo cedo.

Na lista de atrações de Salvador estão belas praias (que ocupam uma extensão de 50 quilômetros), praças, o Farol da Barra, o Mercado Modelo, o Elevador Lacerda e as ruas históricas do Pelourinho.

As baianas são uma atração à parte. Exóticas e sorridentes, elas estão por quase toda a cidade, no entanto, não hesitam em pedir algum trocado para serem fotografadas. Os capoeiristas também costumam adotar essa prática. Mesmo assim, quem vai a Salvador pela primeira vez  fica encantado e pretende voltar.

As belezas das ruas da cidade são registradas nascâmeras e na memória dos turistas que passam por lá. Entre as praias mais famosas estão Villas do Atlântico, Flamengo, Stella Maris, Itapuã, Jaguaribe, Amaralina, Farol da Barra, Ondina e muitas outras.

Nelas existem enseadas propícias para mergulho, pesca submarina, natação e esporte à vela, além de praias de mar aberto e grandes ondas, que servem para a prática de surfe (como por exemplo, a praia da Barra). Há ainda as praias cercadas por arrecifes que foram piscinas naturais, algo muito parecido como o que existe no litoral pernambucano.

A beleza da arquitetura com traços barrocos e neoclássicos pode ser contemplada nas fachadas das igrejas, como por exemplo a de Suchiototo, construída em 1853, a primeira em estilo neoclássico do país.

Andar pelas ruas do Pelourinho e experimentar a culinária baiana são programas que não podem deixar de ser feitos pelos turistas. Acarajé, caranguejo e camarão, tudo com muita pimenta;  fácil de se encontrar em quase toda esquina da cidade.

Salvador escolhe sete pontos turísticos principais

abril 1, 2009 por yanpai

De  2 a 25 de abril  baianos e turistas escolherão os “sete pontos mágicos de Salvador“; a escolha será entre 14 pontos turísticos. Os lugares escolhidos  receberão investimentos públicos e privados para serem recuperados.

Atualização, maio de 2009: veja os vencedores da campanha; veja também os outros pontos turísticos de Salvador que participaram da campanha.

“É apenas um ponto de partida. Vamos começar a investir nesses pontos mágicos para reeestruturar e recuperar do ponto de vista físico e de negócios”, diz Jean-Paul Gonze, um belga naturalizado brasileiro, presidente da Associação das Agências e Operadoras de Receptivo da Bahia, que organiza o evento; a idéia é que que as agências de turismo deem mais destaque aos pontos eleitos nos pacotes vendidos.

Ele afirma que todos os pontos turísticos de Salvador estão precisando de reforma. Os imóveis do Pelourinho, por exemplo, são pintados a cal, para preservar a pintura de época, mas a pintura não resiste à umidade de 85% da cidade e em pouco tempo as paredes mofam. Por isso, a pintura tem de ser constantemente refeita.

Na Península de Itapagipe, próxima da Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, casarões de verão estão abandonados, assim como a orla, repleta de bares e restaurantes. “É um local bucólico, agradável, com uma baía de água tranquila e temperatura de 25 a 27 graus; mas tem pouca visitação, pois os turistas evitam locais onde há pouco movimento”.

A lista inclui locais conhecidos, como o Centro Histórico, onde ficam o Pelourinho e a Praça Castro Alves. E a Barra, com o farol, o Porto da Barra e o Forte Rio Vermelho, cujas origens remontam ao início da povoação da cidade, no século 16 (ver História da Bahia). Também lembrado por sua história está o Dique do Tororó, a lagoa artificial que abriga em suas águas as estátuas dos orixás; está também na lista a região da Igreja do Bonfim.

Outras áreas mais modernas também concorrem. É o caso do bairro de Campo Grande, onde estão o Teatro Castro Alves, o Museu de Arte da Bahia e o Museu Carlos Costa Pinto. O Parque de Pituaçu, cercado por um cinturão de mata atlântica, é outra opção.

No quesito praias, há várias na lista, como Itapoã, famosa pela música de Vinicius de Moraes, Piatã, Stela Maris, Jardim de Alah, Rio Vermelho e a Baía de Todos os Santos, com suas 56 ilhas.

As duas últimas opções são o Curuzu, perto do Centro antigo, onde o bloco Ilê Aiyê, primeiro da Bahia, tem sua sede, e o Contorno-Comércio, onde estão o Solar do Unhão e a Capela de Nossa Senhora da Conceição.