Salvador aguarda 700 mil turistas durante a Copa

julho 27, 2011

Segundo estimativas da Secretaria de Turismo da Bahia, Salvador receberá cerca de 700 mil turistas, brasileiros e estrangeiros, durante a Copa de 2014. Isso será um número significativo mesmo para Salvador, que recebe cerca de 3 milhões de turistas por ano.

Como, além do Brasil, haverá quatro ou cinco outros países da América do Sul participando da Copa, é bem provável que um deles seja sediado em Salvador; já pensando nisso, a Secretaria está planejando ações de divulgação nos países vizinhos que costumam enviar mais turistas, como Argentina, Uruguai e Chile.

Entretanto, além desses vizinhos, é certo que Salvador atrairá a atenção de visitantes de todo o mundo, e se tornará uma das mais importantes sedes da Copa. Há diversos motivos para isso (leia mais sobre a Copa em Salvador).

A Bahia tem laços culturais fortes com Portugal e os países africanos; vale lembrar que negros que vivem em outros países (por exemplo, os Estados Unidos) também terão interesse na cultura baiana. A ampla e moderna estrutura de hoteis, comunicações e serviços de Salvador e da Bahia atrairá grandes equipes que não puderem se acomodar nos grandes centros, como Rio e São Paulo.

E isso sem falar nos grandes atrativos turísticos de Salvador; milhares de pessoas, ainda que não vejam sua seleção jogando na Fonte Nova, certamente darão uma passada antes ou depois da Copa por Salvador e suas belezas.

Turismo na Bahia

junho 18, 2011

Além de ser um dos Estados brasileiros com maior quantidade e variedade de atrativos turísticos, a Bahia é também um dos Estados que mais se preocupam com o marketing de turismo: ou seja, os baianos sabem que simplesmente ter recursos atrativos não é suficiente, é necessário divulgá-los.

Com essa mentalidade, apesar de ser já um dos principais destinos turísticos do Brasil por número de visitantes, a Bahia está permanentemente renovando suas abordagens turísticas: novas formas de atração e retenção de turistas vão sendo elaboradas, e se juntando ao patrimônio do passado; e esse quadro abrange tanto o potencial da capital, Salvador, como o da sua longa área costeira e seu riquíssimo interior.

Vale a pena, pois dar uma olhada nos principais programas em gestação; eles mostram o que está sendo feito hoje e certamente indicam o rumo que o turismo na Bahia tomará nos anos vindouros.

Espicha Verão – em 2011, houve a quarta edição.
Premiado pelo Top de Marketing da Associação de Propaganda, o Espicha Verão de Salvador se consagrou em 2009 como o melhor programa de turismo do Brasil, estendendo-se para outros cinco municípios da Bahia (Itacaré, Praia do Forte, Ilhéus, Porto Seguro e Lençóis). Com o objetivo de aumentar a permanência do turista no estado após o Carnaval, o Espicha Vreão agradou a 97,5% do público, sendo que 98,8% desejou a repetição do programa nos próximos anos, segundo dados da pesquisa realizada pela Secretaria do Turismo. Em 2009, o programa trouxe grandes nomes da música popular brasileira, a exemplo de Gal Costa e Luiz Melodia, e resgatou a cultura do interior com a participação de grupos folclóricos e teatrais, num lindo palco flutuante na praia do Porto da Barra.

Enoturismo
Colhendo já bons resultados, o enoturismo praticado em Juazeiro e em Casa Nova tem atraído milhares de visitantes por mês. Esse resultado influenciou diretamente no desenvolvimento econômico da árida região do Vale do São Francisco, aumentando a autoestima dos moradores, que fazem questão de dizer que do vale brotam as melhores uvas e mangas do Brasil e que agora milhares de turistas desfrutam do sabor do vinho e do surubim ali produzidos. O Estado de Pernambuco também incentivou o turismo do vinho em Petrolina; essa promoção turística no Vale do São Francisco reforçou a estratégia da produção associada ao turismo como vetor de sustentabilidade econômica. Os próprios moradores da região plantam, colhem e vendem seus produtos, que abastecem os hotéis e os restaurantes que alimentam toda a cadeia do turismo.

Crie Raízes na Bahia – Turismo Ambiental
Os turistas que chegam a Salvador tem a oportunidade de plantar uma árvore e minimizar os impactos ambientais. Para isso basta participar do programa Crie Raízes na Bahia, lançado em 2009 pela Secretaria do Turismo e Bahiatursa, em parceira com a Secretaria do Meio Ambiente. O projeto é voltado ao turista que se preocupa com as mudanças climáticas do planeta e pretende contribuir com a natureza.  De janeiro a março de 2010, o Salvador Bus, ônibus turístico movido a biodiesel, apanhou  turistas nos principais hotéis de Salvador e os transportou até o Parque de Pituaçu, onde foi feito o plantio.

Turismo GLS
Em 2009, seguindo uma tendência mundial, a Bahia investiu no mercado gay norte-americano, que anualmente movimenta cerca de US$ 54 milhões. Aproveitando o novo voo diário, a Bahiatursa embarcou nas asas da American Airlines e trouxe 50% dos passageiros daquele país para incrementar o turismo no estado. Isso refletiu não só no segmento gay, como também no mercado do turismo étnico, que teve um aumento de mais de 330% no seu fluxo.

Turismo étnico
Também em 2009, a cultura negra da Bahia esteve presente nos Estados Unidos e apoiou 31 eventos e projetos ligados ao segmento. Dentro desse número estão algumas visitas de familiarização com jornalistas daquele país ao nosso estado, que renderam diversas publicações em revistas, jornais, sites. Foi feita uma campanha publicitária na revista Upscale, que é direcionada para o público afrodescendente.  Como consequência, ocorreu um o aumento da demanda, obrigando a Bahiatursa a direcionar ações para as comunidades quilombolas do Baixo Sul, da Chapada Diamantina, com a preparação de novos cursos de qualificação nessas regiões e ampliação de novos roteiros.

Turismo religioso
A Bahiatursa assinou um convênio com o Memorial Irmã Dulce, no valor de R$ 30 mil, para ampliar a participação do local nas maiores feiras turísticas do país. Compreendendo a demanda de visitantes que o memorial terá com a beatificação da freira mais querida dos baianos, a Bahiatursa buscou junto ao Salvador Bus uma parada oficial no local, o que certamente atrairá um maior fluxo de visitantes.

Baiano gosta mais de São João que de Carnaval

junho 13, 2011

“O baiano gosta mais do São João que do carnaval e os festejos também movimentam mais a economia do Estado”, foi o que declarou em entrevista um diretor da Bahiatur, órgão de turismo do Estado da Bahia.

A declaração pode soar bombástica para quem conhece o gosto dos baianos pelo Carnaval e as cifras envolvidas no evento. Entretanto, ela não surpreende aqueles que conhecem a Bahia das festas juninas.

As festas de São João são muito populares em todo o interior do Nordeste brasileiro, muito mais do que no Sul e Sudeste do Brasil, e também da própria área litorânea nordestina (diversas cidades nordestinas disputam o título de Maior São João do Mundo). E isso ocorre porque nessa região a dependência do resultado das colheitas sempre foi grande, ao contrário das regiões costeiras.

Isso significa que, nesse mês de junho, diversas das cidades interioraranas da Bahia estarão comemorando o São João. Na maioria das vezes, sem grandes gastos de organização ou marketing, mas sempre mantendo as tradições: fogueira, quadrilha, fogos, muita comida à base de milho.

E como a Bahia tem a vantagem da proximidade geográfica, é para lá que se espera o maior fluxo de turistas: a CVC informou que destinos baianos são o principal destino dos pacotes turísticos nesse mês de junho; por conta da dispersão do evento (a maioria dos 417 municípios da Bahia organizam festejos juninos), é difícil quantificar o número de visitantes, mas as autoridades esperam que o crescimento dos últimos anos se mantenha ou seja superado.

Em Salvador, embora se saiba que muitos soteropolitanos prefiram viajar para o interior, a Prefeitura contratou também uma grande programação de São João, que ocorrerá principalmente na área do Pelourinho.

Praias da Bahia

maio 26, 2011

Com uma costa de mais de 1150 km de extensão, a Bahia é o Estado brasileiro com o mais extenso litoral. Não é surpresa, por isso, que a Bahia seja um Estado com muitas praias.

O que não deixa de ser surpreendente é que o Estado consiga consagrar várias de suas páginas entre as mais conhecidas e visitadas do Brasil.

Turistas contumazes podem citar, afora as capitais, uma ou duas praias em Pernambuco (por exemplo, Porto de Galinhas, Praia dos Carneiros, Tamandaré), em Alagoas (Praia do Francês, Maragogi), Rio Grande do Norte (Pipa, São Miguel do Gostoso, Galinhos), Ceará (Jericoacoara, Canoa Quebrada).

Quando se trata da Bahia, entretanto, fica muito mais fácil mencionar um grande número de praias de alta popularidade: Porto Seguro, Ilhéus, Praia do Forte, Imbassaí, Boipeba, Abrolhos, Morro de São Paulo, Itacaré, Trancoso, Serra Grande e várias outras já foram matéria de diversas revistas de turismo.

E tanto quanto a quantidade, as praias da Bahia chamam atenção pela variedade. Algumas atraem pela beleza natural, outras pelas atividades marinhas, pelos grandes e luxuosos resorts, pelo valor histórico e arquitetônico, pelos esportes radicais, etc.

Tantas são as praias que, para facilitar a orientação, o litoral foi dividido em trechos denominados Costas, que guardam entre si alguma semelhança.

O mapa abaixo mostra a divisão das Costas da Bahia.

Costa dos Coqueiros, a única que fica ao Norte da Capital, Salvador; praias: Imbassaí, Praia do Forte, Sauípe.

Baía de Todos os Santos: praias que ficam ao redor da capital. Muitos turistas visitam apenas a capital, e já se encantam com praias como Barra, Stella Maris, ilha de Itaparica.

Costa do Dendê: praias de Boipeba, Valença, Barra Grande.

Costa do Cacau: praias de Itacaré, Itabuna, Ilhéus.

Costa do Descobrimento: praias de Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália, Belmonte, Arraial d’Ajuda, Trancoso.

Costa das Baleias: a mais isolada, praias de Caravelas, Prado, Abrolhos.

Informe-se sobre as praias, veja qual mais se adapta ao seu perfil, e venha visitar a Bahia.

Carnaval Salvador 2011

fevereiro 22, 2011

A origem do carnaval de Salvador é com certeza a mesma origem do famoso carnaval do Rio de Janeiro e de todos os demais lugares do mundo, contudo o Carnaval de Salvador tem ingredientes culturais que não são encontrados em nenhum outro lugar do mundo, só mesmo na Bahia.

Enquanto o carnaval do Rio de Janeiro é um dos maiores espetáculos de luxo e esplendor do mundo o Carnaval de Salvador na Bahia, é a maior manifestação popular registrada em todo o planeta terra, no último carnaval foram cerca de 2,7 milhões de foliões, um número que cresce a cada ano, com pessoas que vem de todas as partes do Brasil e também do mundo, para se deixar contagiar com essa alegria, com essa folia -recomenda-se reservar hotel em Salvador com a antecedência que for possível.

Outro grande diferencial do carnaval de Salvador é que por lá não são quatro dias de carnaval e sim seis dias de muita alegria e ritmos alucinantes, enquanto os foliões se dividem nos três principais circuitos da cidade, o circuito do Dodô que vai da Barra até Ondina, o circuito do Osmar que vai de Campo Grande até a Avenida Sete e o circuito do Batatinha, no Centro histórico. Leia um post sobre os circuitos do Carnaval de Salvador.

Nestes circuitos os foliões seguem os trios elétricos ao ritmo da boa música baiana e de muito axé, um ritmo característico da Bahia que nasceu da mistura das musicas tradicionais de carnaval, com frevo e afoxé; no meio de tanta alegria e de tanta festa muito da história e da cultura desse povo se perpetua.

Os trios elétricos que hoje animam o carnaval baiano e já são copiados em outras partes do Brasil e do mundo nasceu lá mesmo em Salvador, quando os foliões inveterados Dodô e Osmar saíram as ruas de Salvador num Ford Bigode totalmente pintado para a festa, animando os foliões. A fóbica, como ficou conhecida transformou o carnaval de rua de Salvador que evoluiu até chegar a imensurável festa popular que temos atualmente.

Atualmente grandes celebridades da música brasileira animam os mais famosos trios elétricos de Salvador, os cantores dão seu show e levantam os foliões de cima dos trios elétricos que vão puxando a festa e atraindo multidões. Este ano vão estar por lá nomes famosos da música brasileira como a consagrada Ivete Sangalo, Asa de Águia, Jamil, Claudia Leite, Chiclete com Banana e Daniela Mercury além de muitos outros.

O preço do abadá para um dia nos grandes blocos do carnaval baiano podem variar de R$ 180,00 até R$ 950,00 e os camarotes podem variar de R$ 270,00 até R$ 1.290,00 por noite; os abadas (camisetas do bloco) dão direito aos foliões de ficarem na área restrita dos blocos, que é separado do resto do público apenas por cordas. Aqui um parênteses: para conhecer um carnaval popular e gratuito, leia mais sobre os festejos em Pernambuco.

A programação de algum dos principais blocos é a seguinte: Bloco Nana Banana tem Timbalada na quinta e Chiclete com Banana na sexta e no sábado; o bloco Cocobambu tem Asa de Águia na quinta-feira e no sábado e Banda Eva na sexta; o bloco Eu Vou tem Jammil na sexta-feira e Claudia Leitte no sábado; o bloco Cerveja e Cia têm banda Eva na sexta-feira e Ivete Sangalo no sábado; o bloco Crocodilo tem Daniela Mercury no domingo, segunda e terça-feira; o Bloco Me Abraça tem Asa de Águia no domingo, segunda e terça-feira; o bloco Alo Inter tem Tatau na quinta-feira, Netinho da sexta-feira e Voadois no sábado; o bloco Yes Bahia Club tem Cheiro de Amor na quinta-feira, Chica Fé na sexta-feira.

Esta é apenas uma amostra do que o carnaval de Salvador tem para oferecer aos foliões, uma festa que não para nunca, e às três horas da tarde alguns trios elétricos já estão na rua e só param quando o dia amanhece.

Governo proibe acaraje nas praias

fevereiro 20, 2011

A baiana de acarajé é uma figura símbolo da Bahia e uma forma de afirmação da identidade do Estado, enquanto o aracajé é o mais conhecido quitute da cozinha típica baiana.

Segundo registros históricos, as primeiras baianas de acarajé foram  escravas alforriadas, que recorream ao comércio da “comida dos Deuses” do candomblé para sobreviver.

O acarajé, segundo as tradições do cancomblé,  só poderia ser preparado pelas filhas de santo de Iansã (daí porque até hoje se vê frequentemente as próprias baianas mexendo a massa e fritando os bolinhos, enquanto pessoas mais jovens apenas recebem o dinheiro). A massa de bolinho de feijão fradinho, cebola e sal, frita no azeite de dendê – era feita no próprio terreiro de onde a baiana saia com todas as obrigações a serem cumpridas a seu Orixá.

Apesar dessa força histórica, as vendedoras de acarajé enfrentam restrições na Bahia. Isso porque a Superintendência do Patrimônio da União (SPU), a quem cabe legislar sobre a ocupação das praias, afirma que a legislação não permite a ocupação das areias para o comércio. Com isso, as baianas estão proibidas de vender acarajé nas praias de Salvador.

Em agosto de 2010, a Prefeitura de Salvador já havia demolido centenas de barracas na orla da cidade pelo mesmo motivo. Desde então, a fiscalização tornou-se mais rigorosa, principalmente com as baianas que atuam sem licença; desde agosto passado, nenhuma baiana recebeu licença.

Atualmente,  segundo a presidente da Associação de Baianas de Acarajé, Rita dos Santos, cerca de 650 baianas trabalham nas praias de Salvador – de São Tomé de Paripe à Praia do Flamengo;  “tem baiana com 40 anos de trabalho sem licença. Aí, quando a prefeitura cobra, ela não pode dar entrada” – lamenta Rita.

A titular da Superintendência do Patrimônio da União (SPU) na Bahia, Anas Vila Boas, informou que uma reunião deverá ser agendada com a Prefeitura para encontrar alternativas de acomodação das baianas que estão atuando nas praias e já têm licença municipal.

Ironicamente, os apreciadores de acarajé poderão prová-lo fora da Bahia, já que a iguaria é vendida em praticamente todas as praias do Nordeste, como em Natal, Recife e Fortaleza.

Tarifa do Elevador Lacerda tem aumento

novembro 5, 2009

O Elevador Lacerda, que permite fácil trânsito entre a parte alta e a parte baixa de Salvador, é uma das principais atrações turísticas e um dos mais conhecidos cartões postais de Salvador (praticamento todo turista toma o Elevador Lacerda). O Lacerda é também, desde 2006, parte do patrimônio cultural tombado brasileiro (ver página do IPHAN).

A Prefeitura de Salvador anunciou que a tarifa do Elevador Lacerda será aumenta dos atuais R$ 0,05 para R$ 0,25, ou seja, um aumento de 400%; o aumento estava previsto para começar a vigorar a partir de 9 de novembro, mas em vista da repercussão do caso, podem ocorrer postergações.

O valor pode parecer baixo para turistas, mas muitos dos mais de 30 mil usuários são moradores humildes de Salvador, que dependem do transporte para se deslocar entre a Cidade Baixa e a Cidade Alta; para eles, o reajuste fará diferença no bolso. O Governo argumenta que há mais de 16 anos que a tarifa não é reajustada, o que tem causado um prejuízo de mais de R$ 2 milhões por mês para manutenção do elevador.

O Elevador Lacerda fica de frente para a Baía de Todos os Santos e oferece belíssima vista panorâmica para o mar e o Mercado Modelo, outro importante local turístico da Bahia.

elevador-lacerda

Projetado pelo engenheiro baiano Antônio Lacerda, da então Companhia de Transportes Urbanos, o elevador começou a ser construído em 1869 e foi inaugurado em 8 de dezembro 1873. Tem 72 metros de altura e duas torres – uma das quais sai da rocha e perfura a Ladeira da Montanha, servindo para equilibrar as cabines. São quatro cabines, sendo que a 1 e a 2 são originais, utilizadas desde a inauguração, e as de número 3 e 4 são da obra de 1930, quando a construção ganhou feições art déco. Cada viagem dura cerca de 30 segundos.

Seu primeiro nome foi Elevador Hidráulico da Conceição, por conta do sistema usado. Depois, passou a se chamar Elevador do Parafuso. Em 1896, passou a ser o Elevador Antonio Lacerda, em homenagem a seu criador. As principais mudanças foram a eletrificação, em 1906, e a ampliação de duas para quatro cabines, em 1930. Na dédada de 80, a estrutura arquitetônica foi revisada. Em 1997, foi feita uma revisão nos equipamentos elétricos e eletrônicos.

Morro de São Paulo

setembro 4, 2009

Com um litoral de cerca de 1000 quilômetros, escolher um destino dentre as praias da Bahia nem sempre é uma tarefa fácil.

Entre os pontos mais badalados está Morro de São Paulo – parte integrante de um encontro de três ilhas – Tinharé, onde está situada a vila de Morro; Boipeba e Cairu. Morro atrai pela diversidade de praias – desde as mais desertas às mais agitadas – com preços de hospedagem variados e uma deliciosa culinária baiana.

Mas estar em Morro de São Paulo é também ter a impressão de que houve uma nova invasão estrangeira nessa parte do Brasil. E é justamente isso – a chegada de turistas que viraram empresários – que faz do lugar também um ponto de encontro de uma variada culinária e cultura mundial.

Morro é dividida em quatro praias principais, que vão ficando cada vez mais desertas à medida que o visitante se afasta das ruas centrais ocupadas por pousadas, lojas, agências de turismo e restaurantes. A primeira e a segunda praias são ocupadas por bares que funcionam durante o dia e abrigam uma agitada noite na ilha.

Ao escolher o local onde vai se hospedar, o turista deve avaliar se quer ficar próximo à badalação e aos restaurantes ou se distanciar de tudo, mas ter um pouco de dificuldade na hora de fazer as refeições – caso queira variar a culinária oferecida pelos hotéis. Caso seja essa a opção, a terceira praia é a melhor escolha de hospedagem. Na vila, não é possível entrar de carro e todo o trajeto do turista é feito andando.

Para os visitantes que não gostam de se limitar aos passeios apontadas pelos mapas turísticos do local, vale a pena prestar atenção em alguns pontos mais discretos da ilha, como a praia de Porto de Cima, uma pequena e charmosa enseada que, com a maré baixa, abriga um dos mais calmos banhos da região. Uma boa dica é curtir o mergulho no local e ficar para aproveitar o pôr do Sol no Bar do Sítio – um aconchegante local com coquetéis, casquinhos de caranguejo e direito a espreguiçadeiras para deixar o tempo passar.

Outra praia que faz a viagem valer a pena é a de Gamboa, uma das mais bonitas da região. É nesta área que alguns turistas aproveitam para tomar o famoso banho de argila – há uma crendice que o gesto limpe as impurezas do corpo. Mas, independente de acreditar no poder desse componente da natureza, o banho em águas claras e calmas do local não fará mal a nenhum visitante.

Mas estar em Morro de São Paulo não é só curtir o turismo de Sol e mar. O local propicia boas caminhadas, que podem ser acompanhadas por guias espalhados pela região, ou mesmo apenas seguindo as dicas dos moradores do local. É lá também que os mais aventureiros podem aproveitar uma tirolesa de 57 metros de altura e 340 de comprimento e “cair” direto na primeira praia (essa atração é similar ao skibunda de Natal, com a diferença de que lá o mergulho é em lagoa).

O turista não terá dificuldade em utilizar cartões de crédito ou de débito. Por menor que seja o restaurante ou ponto de venda, o dinheiro de plástico é sempre utilizado. Mas faça as contas com relação ao dinheiro que você precisará ter em mãos. Em Morro, só existe um caixa do Banco do Brasil e nada mais.

Bahia: culinária e religião juntas

julho 20, 2009

Na cozinha baiana, há iguarias que foram criados para agradar a homens e a divindades:  várias receitas de origem africana surgiram nos terreiros e templos do candomblé, e depois migraram para as mesas. O preparo deve seguir todo um ritual, conhecido por gente que dedica a vida a essa cozinha divina.

Por exemplo, um dos acepipes mais típicos da Bahia, o acarajé, com o habitual recheio de camarões, é um dos pratos prediletos da voluntariosa e exigente Iansã, a Deusa candomblé dos raios, ventos e tempestades. Iansã gosta de comida forte e picante; adora a força e a oleosidade do azeite de dendê. Como Iansã, todos os orixás têm seus pratos prediletos.

Segundo o candomblé, há orixás que preferem se alimentar de carnes vermelhas, caças e aves; outros que preferem peixes e frutos. Alguns gostam de comidas secas, enquanto outros preferem ensopadas.

Na Mostra de Culinária de Terreiro, ele preparou, entre outras coisas, um Ibiri para Nanã. “O ibiri é um primo rico do caruru”, compara Manoel Papai. Além dos quiabos, o prato é guarnecido com amendoins e muitos camarões secos.

O xinxim de porco é o que se oferece a Omolu, divindade da vida e da morte, e pode ser preparado com mais molho ou mais seco. Omolu gosta muito de porco; adiciona-se farinha porque ele gosta de comidas secas. Quando o caldo do cozimento seca, adiciona-se, que fica úmida ainda pelo dendê; a essência está no azeite de dendê.

A propósito, a base dos temperos da cozinha afrobrasileira é composta, essencialmente, de dendê e camarão secos; além desses, os outros únicos temperos utilizados são cebola e cebolinha; o resto é de origem européia.

Vários santos gostam muito de miúdos; qualquer prato feito com miúdos denomina-se assum. Corta-se os miúdos bem picadinhos, tempera-se com cebola e cebolinha, refoga-se com azeite de dendê, joga-se água e põe para cozinhar; no  final, camarão seco. Toda comida de santo leva camarão seco, que é para dar gosto.

Passeio em Salvador

junho 25, 2009

A capital da Bahia é sem dúvida uma das cidades mais belas do Brasil.Abaixo, um resumo dos motivos pelos quais Salvador atrai e cativa tantas pessoas.

Salvador está entre um dos destinos mais procurados por turistas brasileiros e de outros países. O local também é conhecido pela sua miscigenação cultural, pelo sincretismo religioso e pela hospitalidade de seu povo. Lá, o sol parece brilhar mais forte e ofertar a disposição com a qual os baianos ganham as ruas logo cedo.

Na lista de atrações de Salvador estão belas praias (que ocupam uma extensão de 50 quilômetros), praças, o Farol da Barra, o Mercado Modelo, o Elevador Lacerda e as ruas históricas do Pelourinho.

As baianas são uma atração à parte. Exóticas e sorridentes, elas estão por quase toda a cidade, no entanto, não hesitam em pedir algum trocado para serem fotografadas. Os capoeiristas também costumam adotar essa prática. Mesmo assim, quem vai a Salvador pela primeira vez  fica encantado e pretende voltar.

As belezas das ruas da cidade são registradas nascâmeras e na memória dos turistas que passam por lá. Entre as praias mais famosas estão Villas do Atlântico, Flamengo, Stella Maris, Itapuã, Jaguaribe, Amaralina, Farol da Barra, Ondina e muitas outras.

Nelas existem enseadas propícias para mergulho, pesca submarina, natação e esporte à vela, além de praias de mar aberto e grandes ondas, que servem para a prática de surfe (como por exemplo, a praia da Barra). Há ainda as praias cercadas por arrecifes que foram piscinas naturais, algo muito parecido como o que existe no litoral pernambucano.

A beleza da arquitetura com traços barrocos e neoclássicos pode ser contemplada nas fachadas das igrejas, como por exemplo a de Suchiototo, construída em 1853, a primeira em estilo neoclássico do país.

Andar pelas ruas do Pelourinho e experimentar a culinária baiana são programas que não podem deixar de ser feitos pelos turistas. Acarajé, caranguejo e camarão, tudo com muita pimenta;  fácil de se encontrar em quase toda esquina da cidade.


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